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Você já imaginou como seria sua vida se o mundo em
que você vive fosse uma vila? E se essa vila abrigasse apenas
100 moradores? Já pensou?? Se isso fosse verdade, nesta vila
22 pessoas falariam um dialeto chinês; 20 ganhariam menos
que um dólar por dia; 17 não saberiam ler ou escrever;
60 passariam fome e 24 possuiriam televisão em casa.
Se o mundo fosse uma vila dá ao leitor a oportunidade
de conhecer coisas interessantes sobre nossa vila global como quem
somos, onde vivemos, o quão rápido vivemos, que religiões
professamos, quais línguas falamos.
Temas como Nacionalidades, Línguas, Idades, Religiões,
Comida, Ar e água, Ensino e alfabetização,
Dinheiro e bens, Eletricidade, A vila no passado, A vila global
e Uma nota sobre fontes e como os cálculos foram feitos
dão nome aos capítulos que estruturam este livro -
da maior importância tanto para os jovens quanto para os adultos
que vivem na era da globalização.
A versão brasileira desta obra traz um encarte inédito
chamado "E se o Brasil fosse uma vila?", no qual
o leitor poderá ter uma visão da vila global proposta
pelo autor sob uma visão específica de nosso País,
com dados fornecidos pelo IBGE, falando da proporcionalidade populacional
desta "vila" chamada Brasil no que refere-se a: Regiões
do Brasil, Ensino, Energia elétrica, Faixas etárias,
As religiões do Brasil, Alimentação, Água
e Alfabetização.
O penúltimo capítulo do livro, Ensinando às
crianças sobre a vila global é um capítulo
que merece destaque por atingir tanto os pais, quanto os professores
e demais leitores interessados no assunto. David J. Smith deixa
claro que o principal intuito da obra é tratar da "mentalidade
global"; da consciência de que nosso planeta é,
na verdade, uma vila e que compartilhamos esta pequena e preciosa
vila com nossos vizinhos e que, saber quem são nossos vizinhos,
onde moram e como vivem nos ajudará a viver em paz. Estimula
o espírito questionador do leitor, sugerindo a este que sempre
pergunte, durante a leitura: "Onde é isto?" "Onde
eles moram"? "Que língua eles falam?" "Como
é esse lugar?".
Enfim, o livro Se o mundo fosse uma vila propõe, acima de
tudo, que as pessoas sempre cultivem pensamentos globais e deixa
claro, o quão importante é compreender a geografia,
o planeta e as pessoas que nele habitam e que onde, como e por quê
é um bom ponto de partida.
As ilustrações de Shelagh Armstrong, predominantemente
em tons de verde e azul e com traços fortes, fazem com que
a vila global proposta no livro pareça um brinquedo de criança,
algo que pode ser visto e compreendido. E as dicas de Smith são
sensíveis e inspiradoras.
"Eu estimulo a paixão. (...) Faço o que for
necessário para ajudar as crianças a se apaixonarem
pelo mundo... nós não precisamos apenas de fatos,
mas de um jeito de olhar o mundo que nos conte sua real história."
David J. Smith
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